sábado, 5 de janeiro de 2013

Chuva

Sinto em meu rosto os pingos da chuva gélida,
logo percebo que não chove,
são minhas lagrimas,
lagrimas que secam ao vento,
o mesmo vento que gela os meus ossos e estremesse minha alma.
Sinto-me preso a correntes que me fazem sangrar.
A chuva continua a me lavar,
o sangue escorre pelo meu corpo e entranha na terra seca e infértil.
Logo vejo a escuridão chegar e ao longe vejo os últimos raios de sol.
Forças já não me restam...
Sinto algo entalado em minha garganta,
Um grito desesperado tenta sair...
Mais nada ouvisse,
Apenas o silencio do vento ao meu redor*

                                                              Leno Moreira.

*não há um fim, só haverá quando o silêncio calar-se...

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