Labaredas de vento,
sopros de ilusões e tempestades de lembranças a bailar e me agredir. Lembranças
de um presente que se desfaz, abraços que me envolvem e de forma brusca se
desprendem, e perco as faces e feições de quem presente estava no presente e já
não está. Os ponteiros do relógio tragando meus afetos e as vozes que, doces,
falavam aos meus ouvidos… pouco a pouco as mãos se desentrelaçando, os dedos
que ainda resistiam e tentavam se entrelaçar a se perder até não mais avistar.
Um lapso de memória perdido no tempo.
DS.
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