O silêncio de minhas
mãos me incomoda, meu coração pulsa calado e minha mente embaralhada almeja ver
você aqui.
Quero te ver
novamente, quero te ver diferente. Queria ao menos ver-te ao longe, nem que
fosse um instante. Quero em teu rosto ver um sorriso agora diferente, não mais
algo relutante.
Queria ver teu
coração leve, livre da amargura acumulada. Quero ver-te livre da tristeza, leve
a sorrir. Dói meu coração ao teu sorriso lembrar, meigo sorriso, mas disfarce
da angústia de toda uma vida, mais que um disfarce, era uma fuga da realidade.
Tão triste o teu
coração que parecia já não haver mais vida. Seu olhar revelava um peso, peso
que ao perto eu sentia.
Seu sorriso por tanto
tempo como máscara serviu que um dia enfim não suportou e caiu, se desfez
tornando em lágrimas que revelaram-se a rolar pela triste face agora à mostra,
já não havia sorriso para escondê-las, restaram apenas mãos angustiadas sobre o
rosto inocente.
Agora longe, nada
mais posso fazer, apenas por ti orar. Quero em tua vida ver algo diferente a se
revelar. Teu olhar sem expressão tantas vezes me torturava por revelar o quão
vazia por dentro estavas.
De todas as formas
era possível ver o profundo abismo onde se encontrava, era como se tanta amargura
lhe tivesse feito a alma dormente.
O que me resta neste
momento é o desesperado anelo de te ver mudada, de ver-te livre desse fardo e
avistar-te a descansar à sombra do Onipotente, queria ao menos encontrar-te
outra vez; não quero contigo reencontrar, mas uma nova criatura em ti
encontrar.
E aqui deixo meu
desejo, meu suspiro, meu grito, meu anelo, a oração que por ti faço.
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