segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Inércia

A noite cai e a escuridão envolve tudo ao meu redor.
O silêncio se presencia tímido, o vento frio murmura ao meu ouvindo como se quisesse contar-me um segredo.
Como uma mortalha a escuridão consome meus olhos.
Pontos brilhantes cativam meu olhar,
Apenas estrelas que iluminam o grande manto negro.
Deitado e imóvel,
Fixo meu olhar para o inane ao meu redor.
O vazio parece me consumir,
Mas são apenas meus pensamentos a me enganar.
Pensamentos que me levam a outro lugar, mas nada parece mudar.
Sinto meu corpo leve e harmônico como se fosse carregado por nuvens.
Apenas um piscar de olhos faz minha mente girar.
Ouço alguém chegar, mas nada vejo.
Um abraço suave me envolve...
É apenas o sono.
O silêncio ecoa através das paredes do Inane.
O sono me seduz e já sem forças para pensar entrego me de corpo e mente.

E meus últimos pensamentos ficam no amanhã.


                            Leno Moreira.

2 comentários:

  1. Nossa!! Incrível!! Aplausos!! A personificação de seres abstratos e imaginários enche de vida a sua poesia. Amei!! Também tenho um poema com esse título. Que coincidência legal! Parabéns pelo lindo poema. Que a insônia lhe consuma mais vezes para vc nos presentear com suas poesias.. rrrrrssssss!!

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  2. Que bacana esse poema, vejo que seus poemas vão evoluindo lenta e gradativamente com o tempo. Parabéns! Continue avançando e mostre-nos mais de si.

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