segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Fim ...

Agora é tudo preto e branco,
Um inverno sem fim...
Um labirinto sem saída...
Meu Outono se foi...
Minhas cores sumiram.
As folhas congelaram junto com minhas lágrimas
E o vento gélido envolve minha alma.
Já não sinto mais meu pulsar...
Como um boneco de neve que aguarda pelo verão...
Um inverno sem fim...
Leno Moreira.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Oasis

Eu sinto o pulsar...
O seu coração acelerar...
Como uma música de amor...
Um abraço aconchegante...
Como chegar ao porto seguro...
Teus lábios aos meus...
Como o vento suave acariciar...
O estalar do teu beijo...
Como um arrepio...
De mãos dadas...
Como cadeados de amor presos por um anel...
E no fim tudo isso...
Como um sonho que não aconteceu...
As lágrimas...
Como chuva...
                                      Leno Moreira.

Sereno

As lágrimas caem...
Como chuva que lava meu coração ...
Um novo amanhecer surge...
Depois de longas tempestades...
Folhas secas colorem meu chão ...
Tão linda, deslumbrante, de vestido vermelho vem ao lado a solidão...
Dou lhe uma Rosa.. 
Um sorriso no rosto, e uma lágrima escorre pelo pálido e gélido rosto...
A noite cai...
O vento sussurra...
E como uma canção do coração
Tum tum tum...
O que é razão?
Não existe sentido...
Gira, gira...
Mas a solidão vem acompanhada do silêncio...
Vida e morte ...
Dia e noite...                                                  
                                       Leno Moreira.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Outono

De baixo da árvore eu vejo suas folhas amarelas caírem...
De baixo da árvore eu vejo minhas lágrimas cair...
De baixo da árvore eu abraço o silêncio...
A cá estou...
De baixo dela vendo o vento sussurrar...
Sozinho, não estou...
Ela me faz companhia...
Ela está a me ouvir...
Ela assusta aqueles que não têm sombra...
E na noite mais escura ela está lá...
Eu apenas falo...
A razão deixou de existir...
Nossos corações podem ouvir...

                                                                   Leno Moreira.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Jornada

Um caminho difícil...
Caminhos e caminhos...
Se vou por aqui me perco ali,
Se por ali, me perco por a cá...
Dentre tantos caminhos, um dia fechei meus olhos e fiz me a caminhar...
No caminho, sem esperanças cai e solitário desabei em uma chuva fria de lágrimas
Que molhavam o solo seco e morto,
Fiquei ali querendo desistir
Quando percebi algo brotando...
Tão linda Rosa...
Tão exuberante...
Tão bela quanto a Lua...
Cada gota de minhas lágrimas,
Cada sentimento.
Fez se um suspiro de amor,
Que cresceu tão rápido que nem mesmo eu pude acreditar.
Mas eu tinha um caminho a fazer...
Mas sabia que não poderia deixa lá ali...
Peguei seu espinho mais afiado e
Como uma lâmina afiada, em um golpe cortou me.
Coloquei-a no único local seguro que eu poderia deixa lá,
O local onde ela poderia viver para sempre,
Meu coração...
E assim em paz segui meu caminho....
                                      Leno Moreira.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Caminhar

Eu vejo Deus ao meu redor,
Vejo o abstrato concretizando em minhas mãos,
folhas caindo e colorindo meu chão.
O sol iluminando mais um dia.
As nuvens carregam-me,
Meus pensamentos se embaralham ao vento.
Olho para baixo, mas não vejo meus pés,
Em um piscar de olhos a noite cai.
A lua reflete meu ser como um espelho brilhante, mas não vejo meu reflexo.
O silêncio é tão intenso que parece gritar ao meu ouvido.
Surge uma estrada a minha frente,
Sigo por ela...
Um passo de cada vez faz me avançar,
Um labirinto em linha reta,
Uma prisão sem muros,
Depois de tempos jogo me ao chão.
Deus onde estás?
...
Um doce perfume encanta-me,
Uma Rosa ao meu lado... Pergunto-me,
Como e porque, logo ali em meio ao vazio absoluto.
Sinto uma motivação, então me levanto,
O caminho é longo.
À frente vejo uma ponte, o medo e a morte esperam-me,
Não tenho como fugir, todas as direções levam-me para um único lugar,
A Ponte...
Respiro fundo e fecho meus olhos, ignoro o medo e a morte.
Deus guia-me...
Dou um passo e ao abrir meus olhos,
Vejo o sol iluminando mais um dia
Como se nada houvesse acontecido,
Vejo Deus ao meu redor.
                                              Leno Moreira.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Inércia

A noite cai e a escuridão envolve tudo ao meu redor.
O silêncio se presencia tímido, o vento frio murmura ao meu ouvindo como se quisesse contar-me um segredo.
Como uma mortalha a escuridão consome meus olhos.
Pontos brilhantes cativam meu olhar,
Apenas estrelas que iluminam o grande manto negro.
Deitado e imóvel,
Fixo meu olhar para o inane ao meu redor.
O vazio parece me consumir,
Mas são apenas meus pensamentos a me enganar.
Pensamentos que me levam a outro lugar, mas nada parece mudar.
Sinto meu corpo leve e harmônico como se fosse carregado por nuvens.
Apenas um piscar de olhos faz minha mente girar.
Ouço alguém chegar, mas nada vejo.
Um abraço suave me envolve...
É apenas o sono.
O silêncio ecoa através das paredes do Inane.
O sono me seduz e já sem forças para pensar entrego me de corpo e mente.

E meus últimos pensamentos ficam no amanhã.


                            Leno Moreira.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Inane

Desta vez sem direções, razões, motivos, sentimentos...
E talvez sem os pensamentos...
E desta vez apenas a companhia do silêncio.
Desta vez não há gritos... Não há lágrimas... Não há nada...
Apenas eu e meu pensamento
Não há nada além de uma enorme escuridão nos meus olhos.
Pergunto-me se eu estaria de olhos fechados ou seria apenas mais uma noite
Mas perguntas já não tem valor algum
Suas respostas nunca acharam o rumo certo.
Vejo-me imóvel algo que me envolve num cobertor negro
A escuridão ao meu redor me faz pensar...
Por quê?
Como se estivesse em um limbo minha mente gira como um tornado que desarma tudo
O tempo passa... E passa... Como uma prisão sem fim
Uma armadilha fatal.
Minha mente se debate como se estivesse presa a uma camisa de força
E só o que posso fazer é pensar.
Nada ao meu redor tem importância...
Sinto-me perdido... Não há direções... Não há decisões...
Nem caminhos para serem seguidos.
Há apenas eu e somente... Eu.
                                                                    Leno Moreira.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Suave

Dias se passam e as noites escuras cessaram
Como se nada houvesse acontecido.
A luz cega meus olhos
Tão estranho estar livre
Poder enxergar
Poder respirar sem se preocupar em se sufocar no nada.
Sinto-me tão distante do chão,
As doces tempestades, vejo ao longe
Elas já não abalam meu pequeno e frágil barco,
Ao som do mar as ondas me carregam para algum lugar
Onde estou? Estou morto?
Eis que meu Espírito está mais forte,
Minha Alma vive
E eu respiro Poesias...
Leno Moreira.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sufocar

Como a água que flui no rio
Meus pensamentos fluem em minhas mãos.
Minhas lagrimas caem como a chuva que lava minha alma
Que floresce depois de doces tempestades.
Tempestades que estremecem meu coração.
O medo abraça-me como uma criança com medo do escuro da noite.
Noite fria que gela minha alma.
Somente meus pensamentos me aquecem.
O mundo ao meu redor parou de girar
Mas o tempo corre sem parar.
Chega o sol trazendo um novo dia,
Só então volto a respirar.


Leno Moreira.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nuvens

Do vento fiz meu caminho
Sempre a meu favor
Quando um belo dia de tempestade quebrou minhas asas
Sem minha liberdade
Veio a dor
e com ela trouxe a chuva que caia dos meus olhos
Pôs-se um rio a minha frente que levou minha esperança
O chão se abriu querendo devorar-me
Corri desesperadamente e tentei gritar, mas só o que pude ouvi
 foi o silêncio que se pôs a gargalhar.
Pensando ser o fim fechei olhos e o aguardei chegar.
Quando ouvi uma voz
Então abri meus olhos
Era o sol pedindo para eu acordar
Apenas mais um dia se passou...
Joguei-me ao vento para segui meu caminho.

Leno Moreira.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sinceros Pensamentos

Meus Pensamentos  me levam a algum lugar
Perdido por entre meus pensamentos embaralhados
Um abraço me consola
Mas tal abraço vem da Tristeza
Sinto um vento no meu rosto como o Suave toque de uma mulher
Tal vento gélido chega à minha Alma e machuca meu coração
Nada sinto mais...
E ao som do silêncio
Vejo meu corpo caído no chão
E o vento a levar minha Alma...


Leno Moreira.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Se não fosse...

Se não fosse amor,
não haveria planos,
nem vontades, nem ciúmes,
nem coração magoado.
Se não fosse amor,
não haveria desejo,
nem o medo da solidão.
Se não fosse amor,
nem o meu pensamento estaria
o tempo todo em você.
Se não fosse amor,
eu já teria desistido de nós.
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Dedicado à Yanne Giovanna

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Problemas Técnicos

Ainda me encontro com alguns problemas técnicos, tanto problemas pessoais como problemas em meu computador...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ausência

Caros Leitores,
Peço desculpa pela minha ausência, mas ultimamente não tenho conseguido escrever meus poemas. Algo me impede só não sei o que. Sinto a poesia chegando, ideias vem na minha mente e fluem por minhas mãos mais quando tento escrever nada vejo além de uma folha de papel branca... Recente fiz alguns poemas mais sempre ficam incompletos como se falta-se algo...
Leno Moreira.


domingo, 30 de junho de 2013

Ao longe...

Se não fosse pela distância
Queria eu poder estar
Ao seu lado
Para a sua boca eu beijar
No seu abraço eu me confortar
E no seu perfume eu delirar
Mais tão cruel é o destino
Que te colocou tão longe do meu coração
Que clama pela emoção
De estar junto ao seu coração.
                                                               Leno Moreira.

domingo, 16 de junho de 2013

O silêncio de minhas mãos, lágrimas por um ‘alma


O silêncio de minhas mãos me incomoda, meu coração pulsa calado e minha mente embaralhada almeja ver você aqui.
Quero te ver novamente, quero te ver diferente. Queria ao menos ver-te ao longe, nem que fosse um instante. Quero em teu rosto ver um sorriso agora diferente, não mais algo relutante.
Queria ver teu coração leve, livre da amargura acumulada. Quero ver-te livre da tristeza, leve a sorrir. Dói meu coração ao teu sorriso lembrar, meigo sorriso, mas disfarce da angústia de toda uma vida, mais que um disfarce, era uma fuga da realidade.
Tão triste o teu coração que parecia já não haver mais vida. Seu olhar revelava um peso, peso que ao perto eu sentia.
Seu sorriso por tanto tempo como máscara serviu que um dia enfim não suportou e caiu, se desfez tornando em lágrimas que revelaram-se a rolar pela triste face agora à mostra, já não havia sorriso para escondê-las, restaram apenas mãos angustiadas sobre o rosto inocente.
Agora longe, nada mais posso fazer, apenas por ti orar. Quero em tua vida ver algo diferente a se revelar. Teu olhar sem expressão tantas vezes me torturava por revelar o quão vazia por dentro estavas.
De todas as formas era possível ver o profundo abismo onde se encontrava, era como se tanta amargura lhe tivesse feito a alma dormente.
O que me resta neste momento é o desesperado anelo de te ver mudada, de ver-te livre desse fardo e avistar-te a descansar à sombra do Onipotente, queria ao menos encontrar-te outra vez; não quero contigo reencontrar, mas uma nova criatura em ti encontrar.
E aqui deixo meu desejo, meu suspiro, meu grito, meu anelo, a oração que por ti faço.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Emoções em conflito


Vivo emoções e incertezas contínuas
O que está acontecendo comigo é praticamente um mistério
Sinto que estou contente
E ao mesmo tempo descontente
Como pode isso estar acontecendo?

Sinto vontade de rir
E ao mesmo tempo de chorar
Um turbilhão de emoções a se misturar
E a cada instante mais a me confundir.

Ao não conseguir a mim mesmo decifrar
Sinto uma imensa vontade de gritar
Porém, sinto uma vontade de calar-me eternamente.

Percebo que estou lúcido
Mas também que deliro

Quero que me entendam
Porém não quero que me entendam,
Como querer que me entendam
Se a mim mesmo não consigo entender?
Como conseguirei me decifrar?
— Eram épocas de trevas e incertezas em minha vida, mas alguém apareceu no meu caminho e mudou tudo em minha vida. Jesus se apresentou a mim dispersando toda tristeza, solidão e confusão. Hoje já não sou mais o mesmo.

sábado, 11 de maio de 2013

Retrato surreal


Palavras que não existem permeiam minha cabeça, a minha mente se perde em meio a pensamentos, misturando sonho, ilusão e realidade.
Uma série de imagens é lançada ao ar, e as vejo dispersas a flutuar como se penduradas em galhos de uma árvore invisível.
Colho uma das imagens e eis um sonho como um desvario. Meus olhos como luzeiros brilham ao contemplar o cenário surreal a me cercar.
Loucura? Delírio? Não pode ser real! Minha mente criou um refúgio exaustivo e agora está a me afogar.
Eis que vejo uma luz, e enfim vejo uma mão a me resgatar e a livrar-me da prisão que se encontrava em minha mente.
Da fantasia fui livrado, e para lá jamais serei levado.
DS.