quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ausência

Caros Leitores,
Peço desculpa pela minha ausência, mas ultimamente não tenho conseguido escrever meus poemas. Algo me impede só não sei o que. Sinto a poesia chegando, ideias vem na minha mente e fluem por minhas mãos mais quando tento escrever nada vejo além de uma folha de papel branca... Recente fiz alguns poemas mais sempre ficam incompletos como se falta-se algo...
Leno Moreira.


domingo, 30 de junho de 2013

Ao longe...

Se não fosse pela distância
Queria eu poder estar
Ao seu lado
Para a sua boca eu beijar
No seu abraço eu me confortar
E no seu perfume eu delirar
Mais tão cruel é o destino
Que te colocou tão longe do meu coração
Que clama pela emoção
De estar junto ao seu coração.
                                                               Leno Moreira.

domingo, 16 de junho de 2013

O silêncio de minhas mãos, lágrimas por um ‘alma


O silêncio de minhas mãos me incomoda, meu coração pulsa calado e minha mente embaralhada almeja ver você aqui.
Quero te ver novamente, quero te ver diferente. Queria ao menos ver-te ao longe, nem que fosse um instante. Quero em teu rosto ver um sorriso agora diferente, não mais algo relutante.
Queria ver teu coração leve, livre da amargura acumulada. Quero ver-te livre da tristeza, leve a sorrir. Dói meu coração ao teu sorriso lembrar, meigo sorriso, mas disfarce da angústia de toda uma vida, mais que um disfarce, era uma fuga da realidade.
Tão triste o teu coração que parecia já não haver mais vida. Seu olhar revelava um peso, peso que ao perto eu sentia.
Seu sorriso por tanto tempo como máscara serviu que um dia enfim não suportou e caiu, se desfez tornando em lágrimas que revelaram-se a rolar pela triste face agora à mostra, já não havia sorriso para escondê-las, restaram apenas mãos angustiadas sobre o rosto inocente.
Agora longe, nada mais posso fazer, apenas por ti orar. Quero em tua vida ver algo diferente a se revelar. Teu olhar sem expressão tantas vezes me torturava por revelar o quão vazia por dentro estavas.
De todas as formas era possível ver o profundo abismo onde se encontrava, era como se tanta amargura lhe tivesse feito a alma dormente.
O que me resta neste momento é o desesperado anelo de te ver mudada, de ver-te livre desse fardo e avistar-te a descansar à sombra do Onipotente, queria ao menos encontrar-te outra vez; não quero contigo reencontrar, mas uma nova criatura em ti encontrar.
E aqui deixo meu desejo, meu suspiro, meu grito, meu anelo, a oração que por ti faço.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Emoções em conflito


Vivo emoções e incertezas contínuas
O que está acontecendo comigo é praticamente um mistério
Sinto que estou contente
E ao mesmo tempo descontente
Como pode isso estar acontecendo?

Sinto vontade de rir
E ao mesmo tempo de chorar
Um turbilhão de emoções a se misturar
E a cada instante mais a me confundir.

Ao não conseguir a mim mesmo decifrar
Sinto uma imensa vontade de gritar
Porém, sinto uma vontade de calar-me eternamente.

Percebo que estou lúcido
Mas também que deliro

Quero que me entendam
Porém não quero que me entendam,
Como querer que me entendam
Se a mim mesmo não consigo entender?
Como conseguirei me decifrar?
— Eram épocas de trevas e incertezas em minha vida, mas alguém apareceu no meu caminho e mudou tudo em minha vida. Jesus se apresentou a mim dispersando toda tristeza, solidão e confusão. Hoje já não sou mais o mesmo.

sábado, 11 de maio de 2013

Retrato surreal


Palavras que não existem permeiam minha cabeça, a minha mente se perde em meio a pensamentos, misturando sonho, ilusão e realidade.
Uma série de imagens é lançada ao ar, e as vejo dispersas a flutuar como se penduradas em galhos de uma árvore invisível.
Colho uma das imagens e eis um sonho como um desvario. Meus olhos como luzeiros brilham ao contemplar o cenário surreal a me cercar.
Loucura? Delírio? Não pode ser real! Minha mente criou um refúgio exaustivo e agora está a me afogar.
Eis que vejo uma luz, e enfim vejo uma mão a me resgatar e a livrar-me da prisão que se encontrava em minha mente.
Da fantasia fui livrado, e para lá jamais serei levado.
DS.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lembranças de passado presente, a beleza de uma criança.


Pode ver esse brilho do sol e a poeira levantando lentamente do chão? Consegue ver a rua vazia em meio à poeira diante dos seus olhos e ouvir o vento que você não sente? Você percebe o sol escaldante sobre sua pele e um frio acolhedor que envolve sua garganta.
Você sabe, tudo isso possui uma grande carga sentimental, então desvia o olhar para não se lembrar de quando éramos crianças. Você tenta, mas não consegue, e as memórias de quando éramos crianças começam a surgir… e lhe vem à memória a época em que brincávamos e corríamos inocentemente sem preocupações, e as lágrimas começam a correr.
Lembra-se dos amores de criança e das tardes que conversávamos debaixo daquela árvore? Eu sei que sim. Eu notei o seu olhar enquanto tentava escrever, um olhar diferente quando viu a luz do sol que entrava pela janela, iluminava o seu caderno e projetava a sombra da caneta… eu sei, isso fez lembrar-se das nossas cartas.
Tantas vezes vi você chorar e tantas vezes vi seus olhos brilharem apenas por uma singela borboleta a voar. Onde foi parar a nossa simplicidade?
Neste lugar tudo é tão nostálgico! Faz-me lembrar das tantas vezes em que brincávamos debaixo do sol, dos lugares que explorávamos só por diversão. Ainda me lembro daquele dia em que caminhávamos pela nossa pequena floresta, você tropeçou, eu tentei segurar, nos beijamos, e você chorou se sentindo culpada.
Lembranças ternas da simplicidade de uma criança.
Estou vendo que seus olhos estão olhando para longe, está contemplando além deste lugar, sei no que está pensando! Eu também estava lá.
Tudo era tão simples e inocente, não nos preocupávamos com a tecnologia e nem com o que acontecia fora do nosso mundinho de criança. Sentamos naquele chão sujo e juntos ficamos a olhar para o nada, conversando sobre qualquer coisa e atirando pedras para lugar nem um. Víamos a terra seca e avermelhada subir, e olhando para cima vimos uma escura nuvem de chuva e o vento soprava forte alvoroçando nossos cabelos. Deitávamo-nos sobre o chão e sorriamos. Era uma sensação boa, e ficamos olhando para o céu até a chuva cair, gostávamos daquele contraste e das aves a voar. Quando a chuva caiu, passamos a pular e dançar, levantando as mãos para o céu tentando tocar as nuvens enquanto as gotas de chuva lavavam nossos rostos e pulávamos em meio à lama, sorrindo, sem nos importar com nada, apenas um com o outro e querendo que aquele momento nunca terminasse.
Tempos incríveis aqueles. Lembra-se de que íamos visitar um ao outro, mesmo que eu morasse em frente à sua casa? Eu corria tentando pegar você, nos deitávamos no chão do quarto só para sentir o quanto estava frio, olhávamos para o teto e ficávamos imaginando mil e uma coisas. Inventávamos histórias e as vivíamos por toda uma tarde.
Gostávamos de pegar os CD’s dos nossos pais e ficávamos ouvindo e cantando enquanto conversávamos, brincávamos e brigávamos. Brigas que duravam no máximo 10 minutos, pois não aguentávamos viver longe um do outro.
Fomos juntos crescendo, nos separamos, nos reencontramos, e voltamos a conversar, dessa vez sobre o tempo que passou, a lembrar com grande saudade do tempo em que nossas vidas eram simples e comparando em como mudou. Agora inúmeros afazeres nos separam mesmo estando perto.
A tristeza que sinto é que com o amadurecimento que o tempo nos trouxe, ficamos mais imaturos que crianças, esquecemos de olhar para as pequenas coisas que tanto nos encantavam, perdemos o sorriso e a singeleza de uma criança e desaprendemos a perdoar. Um simples desentendimento nos separou, mas os tempos são outros e seu coração mudou. Já não sabe mais perdoar e não se importa mais com o sentimento dos outros, e nem mais com os seus. Ficou fria e amargurada e perdeu aquele brilho no olhar.
Você se lembra? Eu sei que consegue lembrar-se de tudo isso. Tire as mãos do rosto, eu vi suas lágrimas, como já vi várias outras vezes. O nosso tempo passa como em um relógio de areia, um relógio de areia quebrado. Não se esqueça de tudo que já passamos, por favor, eu ainda estou aqui esperando.
Eu somente lhe peço: volte a olhar com os olhos de uma criança e redescubra sua simplicidade, não vale a pena viver se não for assim. Lembre-se de como é viver como uma criança, sem rancores, sem malícia, sem maldade, apenas a simplicidade com que tudo se vê, o amor, a singeleza, a beleza, e dessa forma apreciar a vida.
Dã Iakob.

sexta-feira, 26 de abril de 2013




“A vida é um corredor reto e tranquilo que nós percorremos livres e sem empecilhos. Mas um labirinto de passagens, pelas quais nós devemos procurar nosso caminho. Perdidos e confusos, de vez em quando, ficamos presos em becos sem saída. Porém, se tivermos fé, uma porta sempre será aberta para nós.
Nós mesmos nunca pensamos, mas se abrirá aquela que definitivamente se revelará boa para nós”
Diogo Gomes.